domingo, 2 de novembro de 2008

descobrindo e sendo descoberta.

faz um tempo eu tive uma grande amiga, mas sabe déos pq [e eu espero que ele tenha uma boa justificativa!], ele a levou de mim. fico puta pq foi num momento meio crítico, onde 'mudança' estava super em alta, mas qd penso que existem pssoas que sequer tiveram a chance de conhece-la, sinto-me a guria mais abençoada ever e dou-me por satisfeita por te-la ativa em minha vida nos 2 anos que eu non quero esquecer nunca.
além dela, tive outras amigas, eh claro. mas ela era a the one for me. era tipo a minha metade, que tinha as mesmas vontades e anseios. a mesma cabeça torta. e compartilhávamos tanta coisa que quando ela se foi eu realmente achei que um pedaço se foi com ela. com ela eu podia ser eu mesma em essência que eu sabia que ela ia gostar de mim mesmo assim. e quando eu sofria, eu falava exatamente o que e o pq daquilo me corroer. ela brigava comigo quando necessário e vice-versa, mas nunca deixamos de nos apoiar. os ultimos 6 meses, por assim dizer, non foram tão bons, mas non sao desses momentos que quero falar. quero enfatizar que desde dia que ela se foi eu me senti fraca e carente. carente de amiga. de uma companhia feminina disposta a me acompanhar pra onde eu fosse.
houve a faculdade, e os amigos que vem no pacote. amigos, pq de amigas, ahhh, elas sempre vinham com restrições. consegui peneirar um punhadinho de 3 ou 4, mas nunca uma que me seguisse ate onde minha cabeça me levasse. uma quase me convenceu que seria minha fiel escudeira, e acho que ela realmente gostaria desse papel, mas a vida da tantas voltas que o caminho traçado pra/por ela faz com que outra pssoa precise bem mais dela do que eu. e eu entendo, sem mágoas ou rancor, embora essa lacuna pese vez ou outra.
e um dia eu estava ali. e outra pssoa estava no mesmo lugar. compartilhávamos amigos então, de cara, algo já tínhamos em comum. non sei se fomos apresentadas, mas o que era esporádico foi se tornando cada vez mais constante. coisas aconteceram na minha vida e essa nova pssoa simplesmente se fez presentes, disposta a dar ponto nas feridas abertas - a condição era que fosse sem paleativos pra dor, ou anestesia. se havia uma ferida, iríamos limpar com álcool, água oxigenada, o que fosse. se a bala ainda estivesse la dentro, iríamos tirar, sem problemas. mas tudo na cara e na coragem, 'na raça', como dizem por ae.
ela me mostrou novamente o mundo da sinceridade. onde as pssoas sofrem e morrem todos os dias. onde as pssoas amam e tem seus corações selvagemente dilacerados. onde as pssoas riem, mas na maior parte do tempo estão chorando por dentro. ela soube me entender, sem necessariamente passar a mão na minha cabeça e dizer as mentirinhas que eu tanto queria ouvir. em vez disso, eu ouvia a verdade que estava do lado de fora do meu fantástico mundo, a um palmo do meu nariz. eu ouvi que a feriada ia doer [e por déos!, como doia], que ia piorar. numa época conturbada quando houve uma pausa, eu ouvi que era pra eu non me iludir pq era passageiro, e que ia demorar pra que tudo acabasse de vez. ela me dizia tantas coisas que eu fia boquiaberta, mas tudo oq ela me dizia era apenas a verdade, sem as minhas maquiagens e fanatsias de costume.
non sei bem como nem pq, eu ja non tenho escolhas, eu participo do seu jogo. e gosto tanto. e me sinto tão bem ao seu lado, que eu só quero fazer por ela o que ela tem feito por mim.
minha vida, senon mais facil, ehmto mais engraçada com ela - oq da praticamente no msm. eh bom saber que tenho pra onde correr, e tenho novamente com quem dividir. tantas linhas apenas pra dizer que eh bom saber que, de novo, non me sinto mais sozinha...

obrigada. por um milhão de coisas, mas hoje, obrigada apenas por existir na minha vida.

pra vc, o melhor e o pior de mim: a verdade.

Um comentário:

Anônimo disse...

let me take you down cause i'm going to strawberry fields... nothing is real... and nothing to get hung about... strawberry fields forever.